Com todos os recentes casos de problemas de segurança no governo brasileiro justificando investimentos, houve a necessidade de alguma atitude. As iniciativas para combater os crimes eletrônicos já estão caminhando, ainda que em passos curtos, mas já se pode contar com as iniciativas do Centro de Defesa Cibernética do Exercito Brasileiro (CDCIBER), por exemplo.
Segundo o general José Carlos dos Santos, o Ministério da Defesa destinou ao Exército a missão de defensor do País contra atos ilícitos cometidos na internet. “Essa diretriz colocou o crime cibernético no mesmo patamar de importância das atividades aeroespaciais, por exemplo. Nós, criamos uma força de defesa com 20 militares que têm trabalhado em projetos estruturantes de proteção. O setor acadêmico também tem prestado apoio importante para nós.”, diz o general.
O CDCIBER conta com duas áreas que trabalham paralelamente, departamentos de proteção virtual. “Adotamos o termo segurança cibernética como aquilo de interesse da administração pública federal. Já a defesa é de interesse do Exército, assim como em outros países que têm essas áreas sendo trabalhadas paralelamente”, explica Santos.
Órgãos governamentais sofrem 2.100 tentativas de ataques por hora, então a ideia do Exército é se profissionalizar tecnicamente para combater esses crimes. A partir de 2012, os assuntos de Segurança da Informação e Tecnologia da Informação serão incluídos no currículo dos militares com carga horária de 90 horas e os cadetes contarão com laboratórios de informática durante a formação. Além disso, o general destacou a importância da educação digital da sociedade brasileira e a responsabilidade de cada cidadão em termos de Segurança da Informação.
O Centro de Defesa Cibernética está trabalhando com uma série de projetos de proteção espalhados pelo País, o que tem contribuído no aspecto técnico para os oficiais. Porém, no âmbito de propostas políticas de defesas contra crimes eletrônicos, o Exército está dando os primeiros passos. “Temos algumas propostas de proteção em momentos de crise para ação defensiva. Estamos falando de um espaço cibernético sem fronteiras, o assunto por si só já gera muitas discussões”, conta.
“Não temos um marco regulatório administrativo e judiciário para uma atuação mais eficiente e integrada. Mesmo de forma inicial, estamos trabalhando nas estratégias de combate aos ataques, buscando regulamentações e estudando sobre o assunto junto ao Ministério da Defesa.”, completa o militar.
Em relação à contratação de hackers para elaboração de sistemas de defesa com o cibercrime, declaração feita em junho pelo ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, Raphael Mandarino Junior, do departamento de Segurança da Informação e comunicações do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República foi enfático. “Desde 2001 eu venho falando que hacker é uma palavra meio desgastada com origem de rebeldia. Eu prefiro chamá-los de profissionais da Segurança da Informação. A gente pode e deve trabalhar com eles, pois temos muito a aprender. Atualmente, eles já estão contribuindo”, finaliza
Fonte : Risk Report
Congresso Crimes Eletronicos - Formas de proteção , realizado na Fecommercio de São Paulo em 10,11 de outubro 2011
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