O CDCIBER conta com duas áreas que trabalham paralelamente, departamentos de proteção virtual. “Adotamos o termo segurança cibernética como aquilo de interesse da administração pública federal. Já a defesa é de interesse do Exército, assim como em outros países que têm essas áreas sendo trabalhadas paralelamente”, explica Santos.
Órgãos governamentais sofrem 2.100 tentativas de ataques por hora, então a ideia do Exército é se profissionalizar tecnicamente para combater esses crimes. A partir de 2012, os assuntos de Segurança da Informação e Tecnologia da Informação serão incluídos no currículo dos militares com carga horária de 90 horas e os cadetes contarão com laboratórios de informática durante a formação. Além disso, o general destacou a importância da educação digital da sociedade brasileira e a responsabilidade de cada cidadão em termos de Segurança da Informação.
O Centro de Defesa Cibernética está trabalhando com uma série de projetos de proteção espalhados pelo País, o que tem contribuído no aspecto técnico para os oficiais. Porém, no âmbito de propostas políticas de defesas contra crimes eletrônicos, o Exército está dando os primeiros passos. “Temos algumas propostas de proteção em momentos de crise para ação defensiva. Estamos falando de um espaço cibernético sem fronteiras, o assunto por si só já gera muitas discussões”, conta.
“Não temos um marco regulatório administrativo e judiciário para uma atuação mais eficiente e integrada. Mesmo de forma inicial, estamos trabalhando nas estratégias de combate aos ataques, buscando regulamentações e estudando sobre o assunto junto ao Ministério da Defesa.”, completa o militar.
Em relação à contratação de hackers para elaboração de sistemas de defesa com o cibercrime, declaração feita em junho pelo ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, Raphael Mandarino Junior, do departamento de Segurança da Informação e comunicações do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República foi enfático. “Desde 2001 eu venho falando que hacker é uma palavra meio desgastada com origem de rebeldia. Eu prefiro chamá-los de profissionais da Segurança da Informação. A gente pode e deve trabalhar com eles, pois temos muito a aprender. Atualmente, eles já estão contribuindo”, finaliza
Fonte : Risk Report
Congresso Crimes Eletronicos - Formas de proteção , realizado na Fecommercio de São Paulo em 10,11 de outubro 2011